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sexta-feira, 6 de maio de 2022

“Canibal de Breu Branco” vai a segundo júri popular por matar, esquartejar e guardar coração e sangue das vítimas em geladeira

Ele já foi condenado no primeiro júri pela morte de uma das vítimas a mais de 32 anos de prisão. O novo julgamento será no próximo dia 16

Foto: Reprodução

Breu Branco/PA- Rafael da Silva Ribeiro, de 34 anos, vai a novo júri popular pelo assassinato da primeira mulher que ele matou, esquartejou, retirou o sangue e partes do corpo, como o coração, e guardou na geladeira. O resto do corpo ele enterrou no quintal da casa dele, no mesmo local onde ele enterrou a segunda vítima, que foi morta da mesma forma.

Os crimes cruéis aconteceram em maio de 2015 na cidade de Breu Branco, no sudeste do Pará. Pela brutalidade dos crimes e por guardar parte dos corpos e sangue das vítimas na geladeira, ele ficou conhecido como o “Canibal de Breu Branco”.

O novo júri popular está marcado para o próximo dia 16. Na época, os crimes tiveram grande repercussão na cidade e foram noticiados em jornais de todo o país, que trataram o caso como canibalismo.

De forma fria, Rafael, na época com 27 anos, confessou ter esquartejado as duas mulheres e enterrado os corpos no quintal da casa dele. Na geladeira do acusado a polícia encontrou o coração de uma das vítimas, pedaços de carne humana e uma garrafa com cerca de 2 litros de sangue.

A primeira vítima, Joana Cristina Soares da Silva, de 50 anos, era companheira de Rafael. A segunda vítima, Maria Zélia Ribeiro dos Santos, 46 anos, estava desaparecida há quase uma semana. De acordo com testemunhas, Maria foi vista em um bar da cidade acompanhada do assassino.

Foi a partir dessa informação que a polícia chegou até o criminoso que, na delegacia, confessou os crimes. Rafael foi julgado e condenado, por unanimidade, a 32 anos e nove meses de reclusão pelo assassinato de Maria Zélia Ribeiro. Ele cumpre pena no presídio de Tucuruí, no sudeste paraense, e agora irá a júri pala morte de Joana Cristina.

Frieza- Apesar de ter sido classificado como “canibal” por moradores, ele sempre negou que tivesse consumido as partes dos corpos das vítimas. Em depoimento, o criminoso afirmou que as guardava apenas como “lembrança”, pois “uma voz” pedia que fizesse isso.

O delegado Rommel Felipe Oliveira de Souza, que conduziu as investigações do caso, conta que Rafael não apresentava sinais de transtornos mentais e que agia com frieza: “Ele é uma pessoa muito fria e inteligente. Ele olhou para mim e disse ‘delegado, o senhor pensou que o sangue na garrafa era vinho, né? Parece pra caramba’. Ele foi interrogado por várias pessoas diferentes e confessou os crimes, mas disse que se nós deixássemos ele dormir, ele conseguiria nos convencer do contrário”.

Segundo o delegado, foi através do irmão da segunda vítima, Maria Zélia Ribeiro dos Santos, de 46 anos, que eles conseguiram chegar ao assassino. Ele foi à delegacia após a irmã passar a noite fora de casa. Os agentes chegaram até um bar onde Maria Zélia havia sido vista pela última vez acompanhada de um homem, que era Rafael, e dois saíram em um moto-táxi. Na casa de Rafael, também foram encontradas uma pá, um cavador e uma enxada com restos de areia. Um lençol sujo de sangue estava no quintal e o colchão do criminoso também tinha marcas de sangue.

Devido a grande comoção popular, Rafael foi transferido para a delegacia de Tucuruí. Até os presos, quando souberam, se rebelaram e não queriam dividir espaço com o assassino.  

De acordo com o delegado, denúncias contra o criminoso foram encontradas em outras localidades, como Rio Grande do Norte, algumas cidades de Goiás, além dos municípios de Tucuruí, Altamira e Redenção. O criminoso teria preferência por vítimas de meia idade.




Por Tina DeBord

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