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terça-feira, 8 de março de 2022

Parauapebas lidera o ranking de violência contra a mulher

Disque Denúncia divulgou os números relativos a 13 meses de denúncias recebidas sobre agressão à mulher no âmbito familiar. 
Foto: reprodução
O dia 8 de março simboliza a luta histórica das mulheres, um momento de reflexão e discussão sobre as conquistas e os desafios que elas ainda enfrentam na sociedade, como o crime de violência contra a mulher. A central do Disque Denúncia Sudeste do Pará divulgou que no período de 01 de janeiro de 2021 a 28 de fevereiro de 2022, recebeu 183 denúncias de violência contra a mulher, representando o 6º crime mais denunciado

As denúncias são provenientes dos municípios de Parauapebas (106), Marabá (68), Itupiranga (2), Dom Eliseu (2), Rio de Janeiro (1), Breu Branco (1), Belém (1), Breves (1) e Nova Ipixuna (1).

No município de Parauapebas, os bairros que apresentaram o maior número de denúncias foram: Betânia (8), Da Paz (7), Dos Minérios (6), Cidade Jardim (6), Rio Verde (6) e Nova Carajás (5).

Já em Marabá, o segundo município mais denunciado com (68), os bairros com maior número de denúncias são Nova Marabá (22), Liberdade (6), Belo Horizonte (5), Velha Marabá (5) e Cidade Jardim (5).

O perfil dos agressores e das vítimas é traçado a partir da aplicação de um questionário realizado no momento do recebimento das denúncias.

Segundo a análise dos 72 questionários respondidos entre janeiro de 2021 a fevereiro de 2022, observou que 84,9% das vítimas vivem com os autores da violência e 11% não vivem com os agressores e os outros 4,1% não souberam informar. Em relação ao autor da violência, 60% são maridos, 13% ex-marido, 6% filho, 4% namorados, 4% são ex-namorados e outros 13% não souberam informar.

Das vítimas 37,5% possuem filhos, 4,7% estavam grávidas no momento da agressão, 2,70% não tem filhos e 55,1% não souberam informar. Sobre os filhos, 89% também sofrem agressão, 7% não sofrem agressões e 4% não souberam informar.

Em relação ao tipo de violência, 43,94% é física, 29,55% é verbal e 22,73% é ameaça de morte, 1,52% cárcere privado, 0,76% sexual e 1,50% não souberam informar.

Os tipos de agressão são socos e chutes (51%), estrangulamentos (2%), outros tipos de agressão (4%) e 43% não soube informar. Dentre as armas/materiais utilizados 12% são fios ou arma de fogo, 11% são arma branca, pedaços de madeira 2% e 75% não souberam informar. 

Foto: Reprodução
Em relação aos agressores, (62,86%) realizam o consumo de álcool ou drogas e (37,14%)  não consomem. Os atos de violência contra mulher ocorreram no turno da noite (44,93%), tarde (15,94%), manhã (13,4%), madrugada (1,45%) e 24,28 não soube informar.

Para denunciar o crime de violência contra mulher, a população pode ligar para o telefone fixo (94) 3312-3350, enviar mensagem pelo WhatsApps (94) 3312-3350/98198-3350 ou pelo APP do DISQUE DENÚNCIA SUDESTE DO PARÁ. O Disque Denúncia garante o anonimato do denunciante. 



(Portal Debate)

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