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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Golpes mais comuns no Pix usam WhatsApp clonado e call center falso

Golpes pelo PIX usam WhatsApp clonado e centrais de atendimento falsas.Crédito.

O sistema PIX permite transferências bancárias rápidas e gratuitas a qualquer dia e horário. No entanto, também atrai a atenção de criminosos pelas diversas possibilidades de criação de chaves. Os estelionatários conseguem sacar ou movimentar o dinheiro rapidamente, reduzindo o tempo da vítima para perceber a cilada e pedir o cancelamento da operação

Para auxiliar os usuários, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) listou alguns dos golpes praticados com mais frequência dentro do novo sistema de pagamentos instantâneos, ativo há pouco mais de três meses, assim como informações de como os criminosos enganam o indivíduo para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões.

Clonagem do WhatsApp

Na clonagem, os criminosos enviam uma mensagem fingindo ser funcionários de empresas em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam um código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. Com essas informações, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferência via Pix.

Perfil falso no Whatsapp

Neste caso, o golpista escolhe uma vítima, pega sua foto em redes sociais e, de alguma forma, descobre os números do telefone celular de alguns contatos da vítima. Com um novo número de celular, manda mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daí, pede uma transferência via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergência.

A Febraban orienta os usuários a terem cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como em sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário. Outra recomendação é ter cautela ao receber uma mensagem de algum contato com um número novo. Suspeite também quando algum contato pedir dinheiro urgente. Não faça nenhum tipo de transferência até falar com a pessoa pessoalmente ou por chamada telefônica.

Centrais de atendimento falsas

O golpista entra em contato se passando por um funcionário do banco ou empresa com a qual a vítima possui conta. O criminoso oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix, ou diz que o usuário precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantâneos para regularizar o cadastro. Neste momento, a vítima é induzida a fazer uma transferência. A Febraban afirma que dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, e que funcionários de bancos não ligam aos clientes para fazer testes com o Pix. Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos, mas a maioria das instituições orienta a não passar informações confidenciais por telefone.

Bug

Outra ação criminosa que está sendo praticada por quadrilhas e que envolvem o Pix é o golpe do "bug" (falha que ocorre ao executar algum sistema eletrônico). Mensagens e vídeos disseminados pelas redes sociais por bandidos afirmam que, graças a um "bug" no Pix, é possível ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Entretanto, ao fazer este processo, o cliente está enviando dinheiro para golpistas.

Outras orientações

De acordo com Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, os bancos estão usando toda sua experiência acumulada com todos os sistemas de pagamentos ao lidar agora com o Pix. Para isso contam com as melhores tecnologias e o que há de mais moderno em relação à segurança cibernética e à prevenção a fraudes.

O cadastramento das chaves Pix também deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente com a central de atendimento. "O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix" afirma.



Com informações do UOL

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