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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Suspeito de envolvimento em morte de casal é preso em Parauapebas.

Antonio Carlos Alves dos Santos, de 53 anos, que contabilizou 184 votos ao cargo de vereador de Parauapebas no último mês, sem ser eleito, foi preso nesta quarta-feira (2) acusado de assassinar o casal Arlindo Setúbal dos Santos e Francisca Lucirene Nascimento, pioneiro da cidade. O crime ocorreu em agosto deste ano.

De acordo com o delegado Élcio de Deus, já alguns dias as equipes tentavam localizar o homem, que acabou preso, no Bairro Betânia.  

Arlindo Setúbal dos Santos e Francisca Lucirene Nascimento foram assassinados a tiros

“Já havíamos feito algumas diligências em busca do senhor Antonio Carlos e não havíamos encontrado ele. Ontem (quarta), durante a parte da manhã, monitorando um veículo aqui na cidade a equipe conseguiu interceptar e encontrar Antônio Carlos”, informou a autoridade policial em entrevista concedida na manhã desta quinta (3).

Os corpos das vítimas foram encontrados no dia 12 de agosto na chácara de propriedade deles, localizada na vicinal Barra do Cedro, em Curionópolis, a 30 km de Parauapebas. O casal havia optado em ficar recluso na propriedade rural por conta da pandemia do novo coronavírus, mas acabou sendo morto.

 Foto: Reprodução
(Casal assassinado)

Conforme as investigações da Polícia Civil, o duplo assassinato teria sido encomendado por Antonio Carlos por conta de um desentendimento entre ele e as vítimas envolvendo gado. “Ele pegou algumas cabeças de gado há alguns anos e esse casal insistia em ver esse gado, o que foi se prolongando durante um tempo. No dia que foram encontrados os corpos do casal ele teria marcado de mostrar o gado”, explica o delegado.

Ainda segundo a investigação, Arlindo e Francisca foram mortos na noite do dia 11. No dia 12, após os corpos terem sido encontrados, Antonio chegou a ser encaminhado para a delegacia porque na residência dele foi encontrada uma espingarda sem registro. Na ocasião, ele foi autuado por posse ilegal de arma de fogo e pagou fiança para responder ao crime em liberdade. Sobre o duplo homicídio, negou qualquer envolvimento ou mesmo saber informações sobre o caso.

“A arma não tinha relação com as cápsulas que foram encontradas no local do crime. Ele pagou fiança, acabou solto e o inquérito da morte continuou ocorrendo. Com a juntada de outros elementos desse inquérito a gente fez a representação pela prisão preventiva dele que foi deferida pela Justiça de Curionópolis”, explica o delegado.

Ele acrescenta que após o cumprimento de mandado de prisão o suspeito continua negando envolvimento na morte do casal. “Ele nega ter feito qualquer ação nesse sentido. A gente perguntou pra ele, acompanhado da advogada, se teria algum elemento para colaborar com as investigações, mas ele disse que não teria nada a acrescentar em relação a essa situação”, informou Élcio de Deus, acrescentando que as investigações ainda não foram encerradas. 




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Fotos: Reprodução (Luciana Marschall – com informações de Ronaldo Modesto/Correio de Carajás)

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