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domingo, 24 de maio de 2020

Pandemia deixa mais de 30 mil paraenses sem emprego no Pará

Ministério da Economia estima que mais 2,5 mil ainda estejam na fila de espera

O Pará já possui 29.908 pessoas que já perderam o trabalho e precisaram recorrer ao seguro-desemprego durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O número se refere aos meses de março, abril e a primeira quinzena de maio, de acordo com os cálculos do jornal O Liberal com base nos balanços divulgados nos dois últimos meses pelo Ministério da Economia. Em média, foram cerca de 400 requerimentos de seguro-desemprego por dia no Estado.

O mais alarmante é que a quantidade de pedidos cresce em ritmo acelerado. Na segunda quinzena de março, por exemplo, foram 4.419 requerimentos de seguro-desemprego. Nos primeiros 15 dias de abril, houve aumento de 4,8% ou mais 213 pedidos, totalizando 4.632 solicitações. Na segunda quinzena do último mês, o número de trabalhadores que recorreram ao seguro deu um salto de 60,6% em relação aos 15 dias anteriores, chegando a 7.439 pedidos – 2.807 a mais.

Considerando apenas a passagem mensal, a variação dos primeiros meses após a pandemia foi de 11,1%, passando de 10.864 seguros concedidos em março para 12.071 em abril (+1.207). Dados preliminares da área econômica do governo federal apontam ainda que, do início deste mês até o último dia 15, foram mais 6.973 solicitações do benefício. O montante indica uma alta de 17% no total de solicitações realizadas no mesmo período de 2019, quando foram anotados 5.968 requerimentos.

Em valores, foram pagos a esses quase 30 mil que perderam emprego no Pará durante a pandemia, mais de R$ 66 milhões referente as primeiras parcelas do seguro-desemprego. Deste total, R$ 34,98 milhões foram repassados em março e R$ 30,97 milhões em abril. Os valores de maio ainda não estão consolidados.

Em todo o País, foram transferidos cerca de R$ 6 bilhões as 1.789.631 pessoas que perderam o emprego nos últimos 75 dias e entraram com pedido de seguro-desemprego. Assim como no Pará, o número nacional de pedidos deu um salto desde o início da classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o Covid-19 é uma pandemia global.

Em fevereiro último foram 483.145 pedidos; em março aumentou para 536.844 (+11,11%); e em abril chegou a 748.484 requerimentos, um acréscimo de 39,42% em relação ao mês anterior. Neste mês de maio já são 504.313 solicitações – um incremento de 4,8% em relação a segunda quinzena de abril (480.848) e de 76,2% na comparação com os primeiros 15 dias de maio de 2019 (286.272).

Fila de espera

Avaliação da área econômica do governo federal alerta que esses números devem ser muito maiores, já que muitos desempregados ainda não pediram o seguro-desemprego por conta das medidas de isolamento social. A fila de espera atual pode chegar a 250 mil, sendo, pelo menos, 2,5 mil deles apenas no estado do Pará.

“Como o trabalhador tem até 120 dias para requerer o seguro-desemprego, é possível estimar que até 250 mil pedidos ainda possam ser feitos nos meses seguintes por não terem sido realizados presencialmente nos meses de março e abril”, explica o comunicado do Ministério da Economia.

“Os requerimentos podem ser feitos de forma 100% digital e não há espera para concessão de benefício. No entanto, os dados indicam que esses trabalhadores aguardam a abertura das unidades do Sine, que são de administração municipal e estadual e que estão sem atendimento presencial devido às medidas de isolamento social decorrentes da pandemia da covid-19”, completa a nota.

Apesar da crise excepcional, o montante de pedidos no Pará ainda é 7,2% inferior ao total anotado nos mesmos 75 dias do ano passado: 32.227 requerimentos. Essa diferença é que leva o governo estimar que mais de 2,5 mil trabalhadores paraenses também perderam o emprego e ainda não solicitaram o seguro-desemprego já que as agências de trabalho estão fechadas por conta do risco de contágio de Covid-19.

Se confirmada, essa defasagem pode elevar para mais de 33 mil pessoas o total de novos desempregados no Estado apenas durante a pandemia do novo coronavírus. No ranking nacional, o Pará já é o 12º em número absoluto de demitidos durante a crise do Covid-19. No topo, estão os estados mais populosos do País, como São Paulo (532.181 demissões), Minas Gerais (202.442) e Rio de Janeiro (143.367).

Na análise, apenas, do total da região Norte, as demissões paraenses respondem por 39,7% dos 75.382 pedidos de seguro-desemprego durante a pandemia. Na sequência aparecem o Amazonas (17.713), Rondônia (11.843), Tocantins (7.882), Acre (3.100), Amapá (2.594) e Roraima (2.342).

Ainda segundo o balanço, a maior parte dos que pediram o seguro-desemprego nos últimos dois meses e meio é do sexo masculino (57,1%). A faixa etária com maior número de solicitantes é de 30 a 39 anos (33,1%) e, quanto à escolaridade, 62,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 41,6% das solicitações, seguido por comércio (27,7%), indústria (19,9%) e agropecuária (3,7%).

O secretário de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Dalcolmo, explica que essas estimativas também são feitas com base nos números históricos do benefício. É que 65% dos que perdem o emprego costumam solicitar o auxílio depois que o governo é informado do desligamento. Hoje, porém, esse número está menor em aproximadamente 20%.

Além disso, o governo percebeu que os pedidos presenciais de seguro-desemprego no Estado corresponderam a apenas 12% dos registrados no Pará tanto em abril quanto nos primeiros dias de maio. Em março, quando as agências ainda estavam abertas, contudo, essa participação foi de 64,3%.

Ainda para efeito de comparação, no mês de abril do ano passado, 91,4% dos requerimentos de seguro-desemprego no Pará foram presenciais. Na primeira quinzena de maio de 2019, essa margem foi 91%. Em todo o País, os pedidos nas agências caíram de 67,6% em março último para 13% em abril.

O governo garante, por sua vez, que está trabalhando para atender esses brasileiros que também podem receber o seguro-desemprego. Para isso, a Secretaria de Trabalho está em conversas com as agências de trabalho estaduais e municipais para viabilizar a retomada gradual do atendimento presencial do seguro-desemprego, mas também está aprimorando e divulgando as formas virtuais de solicitação do benefício. Conforme a pasta, é possível pedir o seguro-desemprego de casa através do aplicativo da Carteira Digital de Trabalho e por meio da central telefônica 158, que, por sinal, vai ter sua equipe dobrada a partir de maio.

Atendimento

No último dia 27, foi feita uma notificação (push) por meio da Carteira de Trabalho Digital sobre o seguro-desemprego e foram registrados mais de 1,5 milhão de acessos, o que representou um aumento de 350%, em relação ao dia anterior (26). No dia 28, o patamar continuou elevado com 760 mil acessos registrados.

“As Superintendências Regionais do Trabalho do Governo Federal redobraram os esforços para garantir o atendimento não presencial aos cidadãos durante o período da pandemia da covid-19. Foram disponibilizados canais adicionais de atendimento remoto por telefone e e-mail”, informa o comunicado da pasta de Economia.

Serviço:

Para dúvidas e esclarecimentos, o empregado pode acionar as superintendências por e-mail. No Pará, o e-mail é [email protected] e o telefone é (91) 99832-2254.

O Liberal

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