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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Minas Gerais perde para Pará liderança histórica na arrecadação da Cfem

Minas Gerais perde para Pará liderança histórica na arrecadação da Cfem


Minas Gerais, pela primeira vez na história, perdeu a liderança nacional na receita como o maior recolhedor da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), os royalties da mineração. Segundo dados preliminares da Agência Nacional de Mineração (ANM), enquanto a arrecadação em Minas somou R$ 1,834 bilhão, o Pará recolheu R$ 2,192 bilhões no decorrer do ano passado.

Minas apresentou uma participação de 40,72% do total recolhido em 2019 no país, enquanto a contribuição do Pará chegou a 48,67%. Ao todo, a arrecadação brasileira no exercício passado somou R$ 4,503 bilhões.

A perda da liderança por Minas Gerais pode ser justificada pela combinação de dois fatores: o aumento na produção de minério de ferro no Projeto S11D,da Vale, localizado em Carajás, e o cenário de menor produção extrativa em terras mineiras com o fechamento de operações da mineradora após desde o rompimento da barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em ‪25 de janeiro‬ do ano passado.

De qualquer forma, o valor recolhido por Minas Gerais aumentou 39,89% em relação a 2018, quando os royalties da mineração pagos ao estado chegaram a R$ 1,311 bilhão. Apesar da queda na produção extrativa mineira, o contexto internacional, com aumento do câmbio e da cotação do minério de ferro, foi determinante para o crescimento da arrecadação em Minas.

O dólar, por exemplo, iniciou 2019 cotado a R$ 3,80 e encerrou o exercício acima dos R$ 4,00. Já o minério de ferro no mercado internacional fechou o ano com valorização de 26,7%, sendo comercializado a US$ 92,13 a tonelada. Trata-se do maior valor ao fim de um ano desde 2013, quando atingiu a marca de US$ 134,69 a tonelada. Em julho, devido à escassez na oferta, o produto chegou a ultrapassar US$ 120 a tonelada no mercado chinês.

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