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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Petrobrás cancela contrato de R$ 872 milhões com a McLaren, diz Ministério da Economia

Documento classifica acordo com a equipe da Fórmula 1 como “injustificável”


Em meio a um documento sobre as ações nos nove primeiros meses do governo Jair Bolsonaro, o Ministério da Economia informou que a Petrobrás cancelou o contrato de patrocínio da estatal com a equipe McLaren na Fórmula 1. O valor do contrato era de 163 milhões de libras esterlinas (R$ 872,5 milhões). O documento, elaborado pela equipe do secretário de Política Econômica (SPE), Adolfo Sachisida, classifica o contrato como “injustificável”.

O acordo foi assinado quando a Petrobrás era comandada por Pedro Parente, durante o governo Michel Temer. Em fevereiro deste ano, a Petrobrás havia informado que estava revendo a sua política de patrocínios. Em maio, Bolsonaro anunciou no Twitter que estava buscando uma maneira de rescindir o contrato de publicidade com a McLaren, válido por cinco anos.

A informação sobre o contrato da McLaren foi incluída em trecho do documento sobre energia barata para uma economia competitiva. No texto, o destaque foi feito ao processo acelerado de desinvestimento que vem sendo realizado pela Petrobrás desde a posse do governo Jair Bolsonaro: 64 campos de petróleo foram vendidos; 8 outras empresas subsidiárias foram privatizadas, entre elas a gigante BR Distribuidora e a refinaria de Pasadena. A Petrobrás informou ao Estado que não iria se pronunciar sobre o acordo com a McLaren.

A Petrobrás tem diminuído o investimento em patrocínio ao esporte neste ano. A decisão foi tomada a partir da chegada de Roberto Castello Branco à presidência da estatal. Com isso, alguns projetos estão perdendo o apoio ou as suas verbas foram diminuídas.

A Petrobrás não é a única estatal que está revisando seus gastos no esporte. Recentemente, os contratos dos Correios com algumas confederações esportivas nacionais, como a de Desportos Aquáticos, Rugby, Tênis e Handebol, terminaram ou se encerram nos próximos dias e não houve sinalização para renovação.




Por Andriana Fernandes/ Estadão

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