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sábado, 14 de setembro de 2019

Após cinco anos, Brasil deve voltar a explorar urânio em 2020

 alternativa será a viabilização de parcerias entre empresas privadas e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB)


Paralisada há cinco anos, a mineração de urânio será retomada no Brasil em 2020, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que trata o assunto como prioridade. Com o Orçamento da União apertado e sem espaço para investimentos, a alternativa será a viabilização de parcerias entre empresas privadas e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal que produz combustível para as Usinas de Angra 1 e Angra 2, da Eletronuclear.

Criada oficialmente em 1988, a INB era um braço da antiga Nuclebrás, fundada para cumprir o acordo nuclear Brasil-Alemanha. A empresa domina o ciclo do combustível nuclear, que inclui mineração, beneficiamento, enriquecimento e produção do combustível que abastece as usinas.

A fábrica fica em Rezende (RJ), e as minas, em Caetité (BA). Há ainda um projeto de mineração a ser implantado em Santa Quitéria (CE). Mas, por causa de questões ambientais, há cinco anos o Brasil não extrai um grama de urânio, que tem sido importado, apesar de o País deter a sexta maior reserva do mundo.

Além dos problemas de licenciamento, a INB não consegue expandir sua unidade de produção de combustível por falta de dinheiro. Por ser uma estatal dependente do Tesouro - precisa de aportes da União para bancar despesas de custeio e de pessoal -, as receitas com a venda de combustível nuclear são repassadas para o Tesouro. "A INB não vende o combustível? Vende. A Eletronuclear paga? Paga. E o dinheiro vai para onde? Para o Tesouro, porque ela é uma estatal dependente, e não volta. Olha que ciclo perverso", disse o ministro.


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